É uma escolha comum: alguém conhecido, com boa vontade e algum conhecimento técnico, propõe-se a fazer o site do negócio por um valor simbólico, sem mensalidades, sem burocracia. À primeira vista, parece a solução ideal.
O problema aparece mais tarde, muitas vezes assim: um cliente ou conhecido manda uma mensagem a avisar que, ao tentar visitar o site, acabou noutro lugar qualquer, sem nada a ver com o negócio.
Ninguém dá grande importância à primeira mensagem — parece um erro isolado, talvez do telemóvel de quem escreveu. Mas quando acontece uma segunda vez, e depois uma terceira, já não há dúvida: o problema é real.
O que pode realmente estar a acontecer
Já nos deparámos com casos assim: ao abrir um site pelo telemóvel, o browser redireciona sozinho para um domínio completamente estranho, sem qualquer relação com o negócio. No computador, o mesmo site parece perfeitamente normal — por isso o problema passa despercebido durante muito tempo.
Ao investigar, a causa costuma ser a mesma: código escondido em várias páginas do site, invisível a olho nu, a apontar para conteúdo indesejado. Ninguém repara, porque o problema só se manifesta para quem acede pelo telemóvel — que, hoje em dia, corresponde à maioria dos visitantes.
O site tinha sido comprometido. Silenciosamente, durante um período indeterminado — possivelmente semanas, possivelmente mais.
Porque é que isto acontece com tanta frequência
Não é o valor pago pelo site, em si, que determina o risco. É o que normalmente falta quando o acompanhamento contínuo não faz parte do acordo:
Ninguém atualiza o site depois de entregue
WordPress, plugins, temas — tudo isto precisa de atualizações regulares. Sem isso, ficam portas abertas para quem sabe onde procurar.
Ninguém monitoriza
Um site pode estar comprometido durante meses sem que o dono saiba, porque não há ninguém a verificar se está tudo bem depois da entrega.
A responsabilidade acaba no dia da entrega
"Fiz o site, recebi, adeus" — e a partir daí, estás por tua conta. Se algo correr mal, não há ninguém a quem ligar.
O resultado? O site continua online, continua a "funcionar" no sentido em que abre — mas está silenciosamente a prejudicar-te. A destruir a tua reputação no Google (que penaliza sites comprometidos), a enviar os teus clientes para outro lado, e tudo isto sem que saibas.
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O verdadeiro custo de escolher só pelo preço
Um site sem manutenção contínua não é mais barato do que um site com acompanhamento — é só um custo escondido, à espera do momento errado para aparecer. E o momento errado costuma ser precisamente quando o negócio está a crescer e mais precisa que o site funcione bem.
Perguntas que vale a pena fazeres antes de escolheres quem te faz o site:
- Quem vai atualizar isto depois de estar no ar?
- Se alguma coisa correr mal, há alguém a monitorizar, ou só descubro quando um cliente me disser?
- O preço inclui manutenção, ou é só o dia da entrega?
Não é sobre gastar mais por gastar mais. É sobre saber exatamente o que estás a pagar — e o que não estás a pagar.
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FAQ — Perguntas frequentes
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